Professor da Rede Pública Municipal escreve artigo sobre a formação de Educadores no Campo Pedagógico de Jovens e Adultos

INSTITUTO FEDERAL DO TOCANTINS

 UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA À EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

 

 

A FORMAÇÃO DE EDUCADORES NO CAMPO PEDAGÓGICO DE JOVENS E ADULTOS.

 

Autor: Antonio Rodrigues Batista[1]

 

Orientador: Sônia Raymunda Lavagnoli[2]

 

 

 

RESUMO

 

O objetivo do artigo é esta focado nos temas de formação de educadores para atender os jovens e adultos, visando com esse entendimento poder está discutindo e ao mesmo tempo procurar resolver a problemática, se tornando  mais ampla no entendimento voltado para a educação   de jovens e adultos no campo pedagógico. A produção crítica do conhecimento nas escolas no campo pedagógico, esta atrelada a construção de valores, tais como, a formação continuada do educador de jovens e adultos, a convivência social, a valorização da realidade de vida dos sujeitos e suas praticas cotidianas, tais como a terra, a luta, o trabalho da realidade de vida dos sujeitos e suas praticas cotidianas. Entendemos que esses valores são defendidos pelos movimentos sociais, sendo que o trabalho de conscientização e formação dos educadores e educando são aspectos que devem ser constantemente levados em consideração.

Palavras-chave: Educação de adultos, formação de educadores, Ensino fundamental.

ABSTRACT

 

The purpose of this article is focusing on the themes of teacher education to young people and adults, aiming to this understanding by discussing this power while tackling the problem, and becoming broader understanding aimed at educating youths and adults as pedagogical field. And the production of critical knowledge in the schools of this field tied the construction of valore such as continuing teacher education for youth and adults, social interaction, appreciation of the reality of life of individuals and their everyday practices, such as ground fighting, the work of the reality of life of individuals and their everyday practices, we believe that these values are upheld by social movements, and the work of awareness and training of educators and learners are aspects that must be constantly considered.

 

Keywords: Adult education, teacher education, elementary education

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

A questão da profissionalização do educador de jovens e adultos tem se tomado cada vez mais nuclear, tanto nas praticas educativas como nos fóruns de debates. Alem disso, tem sido crescente o numero de pesquisas que se dedicam ao tema. Embora não seja uma questão o propriamente nova, na medida em que, desde, pelo menos, a Campanha Nacional de Adultos, de 1973 discute – se a necessidade  de uma formação especifica para a atuação do educador votada para os adultos, é somente nas ultimas décadas que o problema ganha uma dimensão mais ampla. Esse novo patamar em que a discussão se coloca relaciona – se a própria configuração do campo da Educação de Jovens e Adultos. Nesse sentindo a formação de educadores tem se inserido na problemática mais ampla na instituição da EJA, como um campo pedagógico especifico, que desse modo requer a profissionalização dos seus agentes. A LDB 9394/96 estabelece a necessidade de uma formação adequada para se trabalhar com o jovem e o adulto, bem como uma atenção as características especificas dos trabalhadores matriculados nos cursos noturnos, oferecendo assim , um arcabouço legal para a profissionalização do docente que atua nesse segmento. Ao mesmo tempo, assistimos a iniciativa de alguns governos municipais e estaduais no sentido de promover ações de capacitação do corpo docente através da formação continuada de professores e do incentivo a produção de material didático voltado para o publico jovem e adulto. Constata – se, por outro lado, que as ações das universidades com relação a formação do educador de jovens e adultos ainda são tímidas se considerarmos, de um lado, a relevância que tem ocupado a EJA nos debates educacionais e, de outro, o potencial dessa instituições como agencias de formação. Os trabalhos acadêmicos que se referem a temática, analisados por Machado (2001), alertam que a formação recebida pelos professores, normalmente por meio de treinamento e cursos aligeirados é insuficiente para atender as demanda da educação de jovens e adultos.

Nesse sentido conclui-se que, para se desenvolver um ensino adequado a esse publico, são necessários uma formação inicial específica e consciente, assim como um trabalho de formação continuada. Machado (2001)  afirma ainda, que há um desafio crescente para as universidades, no sentido de garantir e ampliar os espaços para a discussão da EJA, seja nos cursos de graduação ou pós graduação.

O perfil dos professores se constitui ao longo de sua carreira e requer uma acompanhamento ao longo prazo. Em termos de grupo, o perfil consubstancia – se historicamente na cultura profissional, como patrimônio que assegura a sobrevivência do grupo e permite a definição de estratégias adaptadas a cada realidade histórica social.  ESTREL (1997,p.47) define que ser professor significa contribuir para a formação de cidadãos, portanto, o docente faz a diferença. A figura do professor poderia simbolicamente ser comparada com a de um maestro criativo que exigiria dos componentes da orquestra organização, iniciativa própria e envolvimento. Sendo criativo, articulador, mediador e desafiador, o professor apostaria em todos os meios e recursos existentes pra consolidar a construção do conhecimento (BEHRENS,1996,p.64).

Entendemos que para termos uma equipe de professores, preparados para atender  o alunado de jovens e adultos, será preciso passar por um processo de formação bem amplo, dando oportunidade para os educadores de participarem de cursos profissionalizantes, tanto no âmbito das esferas estaduais quanto nas  federais e municipais e, também, dando oportunidade para participarem de cursos superiores e de pós graduação.

 

2. DESENVOLVIMENTO

 

 

A educação brasileira e marcada por inúmeros conflitos e contradições, principalmente no período populista, no período entre 1930 a 1964(PAIVA, 2004). Foram debatidas nesse período reformas educacionais que garantiam o ensino publico gratuito e de qualidade como direito de todos. Porem, o II Congresso de Educação de Adultos constitui – se um marco histórico para a área.

De acordo com o MEC – Ministério da Educação e Cultura (2003-2004), o PROEJA emana do entendimento de que no campo da educação profissional e tecnológica (EPT) devem ser construídas políticas que apontem para a articulação dessa esfera educacional com a educação básica e com o mundo do trabalho no marco de uma efetiva interação com outras políticas publicas, visando contribuir para a garantia do direito de acesso dos cidadãos a educação básica independentemente de faixa etária, para o desenvolvimento socioeconômico e para  a redução das desigualdades sociais. Esse programa tem como publico destinatário os jovens e adultos que já concluíram o ensino fundamental, mas que ainda não concluíram o ensino médio nem tem uma profissão técnica de nível médio. Em outras palavras, se destina a proporcionar a essas coletivas oportunidades educacionais que integrem a ultima etapa da educação básica a uma formação profissional.

Para que o programa possa efetivamente alcançar os objetivos mencionados, que são, ao mesmo tempo, pertinentes, necessários e muito ambiciosos, é fundamental que seja estruturado, desde o seu inicio, com o propósito de transformar-se em uma política educacional publica e perene, ao invés de incrementar a relação de ações voluntárias, focais e eventuais existentes no campo da educação de jovens e adultos. Tais ações costumam resultar em descontinuidades, interrupções, em desperdício de recursos públicos( FRIGOTTO;CIAVATTA;RAMOS,2005), e não menos grave, no assistencialismo e na contenção social, constituindo-se em verdadeiro engano aos coletivos que a elas acorrem (MOURA,2005). De acordo com as metas estabelecidas, o PROEJA busca resgatar e reinserir, no sistema escolar regular brasileiro, jovens e adultos que se encontram afastados do mesmo, devido aos problemas internos e externos a escola, através do aceso a educação geral e, mais especificamente, ao ensino profissional na perspectiva de uma formação integral.

                     A educação , direito de todos e dever do Estado e a da família será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. ( BRASIL, Documento Base – PROEJA,2007) 

           O PROEJA foi criado no Brasil através do Decreto 5.478 de 24 de junho de 2005,chamado programa de integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na modalidade de Educação de jovens e Adultos, implantado na Rede Federal de Educação profissional  e Tecnológica, sendo que algumas destas instituições federais já praticavam, ações no âmbito de educação profissional de jovens e adultos. Sentindo-se a necessidade de maior abrangência do programa, o Decreto 5.840 de 13 de junho de 2006 revogou o anterior, passando a denominar-se PROEJA, como programa nacional de integração da Educação profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de jovens e Adultos, e possibilitando que fosse adotado também em instituições de ensino estaduais e municipais, assim como em entidades nacionais de serviço social, aprendizagem e formação profissional (instituições do sistema ¨S¨ SESI, SESC, SENAI, SENAC), tendo como horizonte a universalização da educação básica, aliada à formação para o mundo do trabalho, com acolhimento especifico a jovens e adultos com trajetória escolas  descontinuas,( DOCUMENTO-BASE PROEJA.2007:11). Assim, tornou-se o PROEJA um Programa Nacional, abrangendo a educação básica na modalidade EJA.

             Nos últimos anos, o debate sobre currículo integrado ganhou destaque nos meios acadêmicos com a promulgação do Decreto nº 5.154/04. O Decreto trouxe a perspectiva de formação integrando os conteúdos da educação geral da formação profissional. Essa discussão ganhou relevância no âmbito da rede federal de Educação profissional Tecnológica, com a implantação do programa nacional de integração da Educação profissional com a Educação Básica na modalidade de Educação de jovens e Adultos POEJA fruto do decreto nº 5.840/06. O programa do ministério da Educação MEC coordenado pela Secretaria de Educação, sobre a matéria PROEJA, trouxe consigo desafios políticos e pedagógicos, entre eles, como construir um currículo integrado considerado as especificidades do publico da EJA. Dessa forma, o dilema sobre o papel da escola de formar para a cidadania ou para o trabalho produtivo ascende a discussão sobre uma proposta curricular na perspectiva da formação integrada no sentido de superar a dicotomia trabalho manual/trabalho intelectual. 

 

3. DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL DOS PROFESSORES E A QUALIDADE DE ENSINO.

 

 

Os professores da educação de jovens e adultos necessitam com urgência refletir sobre suas praticas na tentativa de despertar o desejo de mudança, de evolução de efetividade. É importante que façamos o exercício de investigação na mesma pratica. Por isso, a formação inicial e continuada na EJA é tão importante, no sentido de trazer ao professor dessa modalidade conhecimentos do campo especifico que o possibilitara a formação de uma consciência critica não somente dos conteúdos que irá trabalhar, mas pensar em quais conteúdos e como trabalhá–los de forma mais eficaz e significativa.

Diante do exposto é muito importante que os profissionais da área, tenho uma conhecimento voltado para a LDB ( LEI DE DIRETRIZES E BASE) para ter um conhecimento com que tipo de alunado que esta trabalhando e convivendo no seu dia a dia, tipo de familiares desses mesmos, a população na qual convive é muito importante conhecer suas forma de vida e seus costumes. Está sempre participando dos projetos políticos pedagógicos de forma critica dando sua opinião e discordando quando precisar, assegurando os direitos da EJA, usando suas experiências do dia a dia, para estar enriquecendo o programa. No dia a dia é importante saber lidar com pessoas de cor e raça diferentes, culturas, crenças valores, sexo, que tudo seja visto como elemento pedagógico, importante apresentar projetos sócio políticos solidários para estar ajudando a comunidade. Diante desse perfil acima citado é de grande necessidade que os formadores de opiniões os educadores, possa receber subsídios necessários para está desenvolvendo com eficiência seu trabalho, e que seja valorizado de forma merecedora a altura do seu trabalho prestado, dessa forma vai ter um trabalho mais produtivo e com segurança.  

É impossível imaginar alguma mudança que não passe pela formação de professores. Não estou a falar de mais um “programa de formação” a juntar a tantos outros que todos os dias são lançados. Quero dizer, sim, da necessidade de uma outra concepção, que situe o desenvolvimento pessoal e profissional dos professores, ao longo dos diferentes ciclos da sua vida. Necessitamos de construir lógicas de formação que valorizem a experiência como aluno, como aluno-mestre, como estagiário,como professor principiante, como professor titular e, até, como professor reformado. (NOVOA, 1999, p. 18)

 

 

Agindo dessa forma vamos transformar o ambiente de trabalho em um lugar, propício e aconchegante, a todos que fazer parte dele, onde todos serão tratados de forma igual desde o aluno, o zelador, os professores, enfim todo o quadro da educação e  comunidade.

 

Nesse sentido, o que realmente se pretende é a formação humana, no seu sentido lato, com acesso ao universo de saberes e conhecimentos científicos e tecnológicos produzidos historicamente pela humanidade, integrada a uma formação profissional que permita compreender o mundo, compreender-se no mundo e nele atuar na busca de melhoria das próprias condições de vida e da construção de uma sociedade socialmente justa. A perspectiva precisa ser, portanto, de formação na vida e para a vida e não apenas de qualificação do mercado ou para ele. (DOCUMENTO -BASE PROEJA, 2007: 11, 12).

 

Os cursos do  PROEJA  podem ser na forma integrada a matricula e  currículo único ou concomitante com o ensino fundamental ou médio feito numa escola, e o ensino profissional em outra escola. A idade mínima para ingresso no curso é de 18 anos, não havendo porem limite máximo de idade para matrícula.  Entendemos também que o objetivo do PROEJA é alem de formar cidadãos preparados para o mercado de trabalho, o aluno possa exercer na sua sociedade a sua cidadania,  onde ele pode estar preparado para exercer vários aspectos na vida social.

 

 

4. CONCLUSÃO

 

 

Diante de todo o relato feito no decorrer desse estudo, posso afirmar que tive uma grande aprendizagem, diante de todas as dificuldades alcançadas, mais tudo isso estão votada para a importância da construção de uma política educacional, publica e de formação continuada dos professores para dar sustentação as ofertas Integrantes do PROEJA. Mas, para que tudo isso possa alcançar êxito, é de grande importância que haja parceria entre os níveis municipais, federais e estaduais, onde todos possa estar com a mesma intuição, para a construção de mudanças de ensino, onde podemos estar construindo novos métodos de ensino, atendendo a demanda didática especifica, com formação de gestores educacionais tais como professores, pedagogos e dirigentes dentre outros. Dessa forma, entendemos que a educação possa chegar no patamar que almejamos, de forma que entendemos que a formação continuada, e principalmente  quanto se tange a referente ao PROEJA, entendemos que está   voltada em grandes oportunidades para os jovens e adultos, onde observamos que as participação fica mais especificas quando esta voltada para a participação de discente e docentes, contribuindo assim, ambas as partes, para a estruturação do curso de maneira mais eficiente.

Podemos afirmar depois de todo o relato, que a formação do professor no campo pedagógico é indispensável para que se torne um educador preparado.

5. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

 

CADERNOS DO CÁRCERE. Vol. 2. Trad. Carlos Nelson Coutinho, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004. LOPES, A.C. Interpretando e produzindo políticas curriculares para o ensino médio. In: FRIGOTTO, G. e CIAVATTA, M. Ensino médio: ciência, cultura e trabalho. Brasília: MEC/SEMTEC, 2004.

 

LOPES, Alice Casimiro. Formação Continuada de Professores e Proeja: Dois Grandes Desafios MOURA, D. H. Formação e capacitação dos profissionais da educação profissional e tecnológica orientada a uma atuação socialmente produtiva. IN: III Encontro Regional: Subsídios para a discussão da proposta de Anteprojeto de Lei Orgânica da Educação Profissional e Tecnológica: Natal, 2004. www.mec.gov.br/semtec/educprof/encontro Acesso setembro 2008

 

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. A educação popular e a educação de jovens e adultos antes e agora IN: Formação de educadores de jovens e adultos. Org Maria Margarida Machado- Brasília Secad/MEC, 2008.

 

BRASILEIRO, Adelaide. A reconfiguração do currículo da EJA e educação popular. IN: formação de educadores jovens e adultos. BRASIL: Secad/MEC. 2008 CARRANO, Paulo. Educação de Jovens e Adultos e Juventude: o desafio de compreender os sentidos da presença dos jovens na escola da “segunda chance”. In: Formação de educadores de jovens e adultos / organizado por Maria Margarida Machado. Brasília: SECAD / MEC, UNESCO, 2008.

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia – Saberes Necessários à Prática Educativa Editora Paz e Terra. Coleção Saberes. 1996

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